HÍSTORIA
A origem do jogo de damas é desconhecida. Pinturas e tabuleiros encontrados em túmulos do antigo Egito, além de outros achados arqueológicos em diversos lugares do mundo, nos dão conta da existência de jogos bem semelhantes ao atual Jogo de Damas. Não existem, no entanto, indícios seguros que nos possam elucidar onde e quando ele surgiu.
No século XVI foram editados na Espanha os primeiros livros de que se tem notícia, contendo elementos teóricos já bastante desenvolvidos. Embora não exista nenhum exemplar, conhecido apenas por citação de outros autores, o primeiro livro editado deve ter sido "El ingénio ó juego de marro, de punto ó damas", de Anton Torquemada, 1547, Espanha. Hoje, estima-se em centenas de milhares os títulos publicados em todo o mundo.
No século XVI foram editados na Espanha os primeiros livros de que se tem notícia, contendo elementos teóricos já bastante desenvolvidos. Embora não exista nenhum exemplar, conhecido apenas por citação de outros autores, o primeiro livro editado deve ter sido "El ingénio ó juego de marro, de punto ó damas", de Anton Torquemada, 1547, Espanha. Hoje, estima-se em centenas de milhares os títulos publicados em todo o mundo.
Geraldino Izidoro | O primeiro campeão mundial, homologado pela Federação Mundial de Jogo de Damas, foi o austríaco Isidore Weiss, em 1985. A Federação Mundial foi fundada em 1948, em Paris, França. O jogo de damas popularizou-se no mundo em dois tabuleiros: 64 casas, que se joga com 12 pedras de cada lado e 100 casas, que se joga com 20 pedras de cada lado. |
Tem-se como certo, considerando sua já grande popularidade na Europa antes da época dos descobrimentos, que o jogo de damas tenha sido introduzido no Brasil pelos primeiros colonizadores.
O jogo de damas, como esporte, teve seu início no Brasil nos idos de 1935 a 1940, pelas mãos de Geraldino Izidoro. Grande parte das provas realizadas naquela época estão registradas no livro "Ciência e Técnica do Jogo de Damas", de autoria de G. Izidoro e J. Cardoso. Maiores detalhes a respeito deste surto damístico podem ser encontrados naquela publicação. O primeiro livro editado no Brasil foi "40 Golpes Clássicos", de autor desconhecido, publicado no Rio de Janeiro, em 1940.
A partir de 1940, a prática do jogo de damas de uma forma organizada, entrou em recesso. Não há registros de movimento damístico até 1954, quando, com o advento do mestre russo W. Bakumenko, um novo surto começou a surgir, no tabuleiro de 64 casas.
Radicado em São Paulo, W. Bakumenko, egresso de uma escola damística evoluída, campeão da URSS em 1927, deu início à criação de um núcleo damístico. Por sua vez, G. Izidoro, que sempre manteve seu interesse pelo jogo de damas, ao saber da presença de Bakumenko, o procurou. Isto gerou um encontro famoso entre as equipes de São Paulo e Rio de Janeiro, que praticamente marcou o reinício das atividades damísticas no país. Esta prova foi realizada no Rio de Janeiro, no dia 02 de maio de 1954.
O jogo de damas, como esporte, teve seu início no Brasil nos idos de 1935 a 1940, pelas mãos de Geraldino Izidoro. Grande parte das provas realizadas naquela época estão registradas no livro "Ciência e Técnica do Jogo de Damas", de autoria de G. Izidoro e J. Cardoso. Maiores detalhes a respeito deste surto damístico podem ser encontrados naquela publicação. O primeiro livro editado no Brasil foi "40 Golpes Clássicos", de autor desconhecido, publicado no Rio de Janeiro, em 1940.
A partir de 1940, a prática do jogo de damas de uma forma organizada, entrou em recesso. Não há registros de movimento damístico até 1954, quando, com o advento do mestre russo W. Bakumenko, um novo surto começou a surgir, no tabuleiro de 64 casas.
Radicado em São Paulo, W. Bakumenko, egresso de uma escola damística evoluída, campeão da URSS em 1927, deu início à criação de um núcleo damístico. Por sua vez, G. Izidoro, que sempre manteve seu interesse pelo jogo de damas, ao saber da presença de Bakumenko, o procurou. Isto gerou um encontro famoso entre as equipes de São Paulo e Rio de Janeiro, que praticamente marcou o reinício das atividades damísticas no país. Esta prova foi realizada no Rio de Janeiro, no dia 02 de maio de 1954.
Com Bakumenko em São Paulo e G. Izidoro no Rio, o jogo de damas tomou um impulso fabuloso. Bakumenko, alicerçado em sólidos conhecimentos técnicos, incentivou a prática do jogo, principalmente pela publicação semanal de uma coluna damística no jornal "A Gazeta Esportiva". Manteve também outras colunas e incentivou a criação de outras (L. Engels, famoso jogador de xadrez, incentivado pelo mestre, manteve uma seção no jornal "O Estado de São Paulo"). | W. Bakumenko x Geraldino Izidoro |
Criou grupos damístico e foi a centelha da criação de muitos outros. Editou 2 livros: "Jóias do Jogo de Damas" e "Curso das Damas Brasileiras". Bakumenko faleceu em 13 de maio de 1969.
Por sua vez, G. Izidoro, realizando torneios, criando grupos damísticos e incentivando com simultâneas e prêmios a criação de outros, escrevendo diversas colunas em jornais e revistas, fez crescer o interesse pelo esporte no Rio e em todo o país. Todo este movimento resultou na criação das Federações Estaduais: São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Minas Gerais criaram suas Federações. Em 5 de abril de 1963, na sede do Clube Estrela de Oliveira, à Rua do Gasômetro, na cidade de São Paulo, foi fundada a Federação Paulista de Jogo de Damas, a primeira federação no Brasil.
A década de 60 foi uma época de grande desenvolvimento para o jogo de damas. Em Belo Horizonte, em 1967, foi organizado o maior campeonato de jogo de dams até hoje do Brasil, reunindo 1009 participantes!
O grande obstáculo surgiu para o jogo de damas brasileiro em 1967, quando João Havelange, então presidente da Confederação Brasileira de Desportos, que na época englobava todos os esportes amadores, qualificou o jogo de damas como mera recreação, desfiliando-o da CBD. Foi um atraso irreparável para a modalidade, pois somente em 19/11/1988 (21 anos depois!!), é que o jogo de damas voltou à condição de esporte no Brasil. Foram 21 anos à margem do processo esportivo nacional.
Porém, muito se evoluiu nesses 21 anos. Alguns meses após a desfiliação da CBD, os damistas se reuniram em Niterói e fundaram a Confederação Brasileira de Jogo de Damas, sendo seu primeiro presidente o dr. Murilo Portugal.
E em 1967, aconteceu o I Campeonato Brasileiro de Jogo de Damas (64 casas), em São Pedro D'Aldeia, ficando na primeira colocação o paulista Humberto Olivarbo e o espirito-santense José Carlos Rabelo. Houve um match para decidir otítulo e a vitória coube a José Carlos Rabelo, que se tornou o primeiro campeão brasileiro individual.
Por sua vez, G. Izidoro, realizando torneios, criando grupos damísticos e incentivando com simultâneas e prêmios a criação de outros, escrevendo diversas colunas em jornais e revistas, fez crescer o interesse pelo esporte no Rio e em todo o país. Todo este movimento resultou na criação das Federações Estaduais: São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Minas Gerais criaram suas Federações. Em 5 de abril de 1963, na sede do Clube Estrela de Oliveira, à Rua do Gasômetro, na cidade de São Paulo, foi fundada a Federação Paulista de Jogo de Damas, a primeira federação no Brasil.
A década de 60 foi uma época de grande desenvolvimento para o jogo de damas. Em Belo Horizonte, em 1967, foi organizado o maior campeonato de jogo de dams até hoje do Brasil, reunindo 1009 participantes!
O grande obstáculo surgiu para o jogo de damas brasileiro em 1967, quando João Havelange, então presidente da Confederação Brasileira de Desportos, que na época englobava todos os esportes amadores, qualificou o jogo de damas como mera recreação, desfiliando-o da CBD. Foi um atraso irreparável para a modalidade, pois somente em 19/11/1988 (21 anos depois!!), é que o jogo de damas voltou à condição de esporte no Brasil. Foram 21 anos à margem do processo esportivo nacional.
Porém, muito se evoluiu nesses 21 anos. Alguns meses após a desfiliação da CBD, os damistas se reuniram em Niterói e fundaram a Confederação Brasileira de Jogo de Damas, sendo seu primeiro presidente o dr. Murilo Portugal.
E em 1967, aconteceu o I Campeonato Brasileiro de Jogo de Damas (64 casas), em São Pedro D'Aldeia, ficando na primeira colocação o paulista Humberto Olivarbo e o espirito-santense José Carlos Rabelo. Houve um match para decidir otítulo e a vitória coube a José Carlos Rabelo, que se tornou o primeiro campeão brasileiro individual.
1. DO JOGO E DOS JOGADORES
1.1. O Jogo de Damas é um desporto mental, praticado entre duas pessoas.
1.2. Por definição, essas pessoas são os jogadores
2. DO MATERIAL
2.1. O Jogo de Damas joga-se num tabuleiro quadrado, dividido em 100 casas iguais, alternadamente claras e escuras.
2.2. Joga-se nas casas escuras, denominadas casas ativas.
2.3. As linhas oblíquas formadas pelas casas escuras são as diagonais, num total de 17. A mais longa das diagonais, ao todo com 10 casas e que une os dois cantos do tabuleiro, denomina-se grande diagonal.
2.4. Coloca-se o tabuleiro entre os jogadores, de modo que a grande diagonal comece à esquerda de cada jogador, por consequência, a primeira casa à esquerda de cada jogador é escura.
2.5. O tabuleiro assim colocado comporta as seguintes denominações:
2.5.1. Bases: Lados do tabuleiro face aos jogadores ou travessas de coroação.
2.5.2. Tabelas: as colunas laterais.
2.5.3. Travessas: as linhas horizontais com 5 casas escuras.
2.5.4. Colunas: as linhas verticais com 5 casas escuras.
2.6. Por convenção, as casas escuras são tacitamente numeradas de 1 a 50. Essa numeração não será impressa no tabuleiro. Observando o tabuleiro, de frente, a numeração subentendida inicia-se da esquerda para a direita, começando na primeira casa escura da travessa superior e termina na última casa escura da travessa de base inferior (Diagrama 1). É possível verificar que:
2.6.1. As cinco casas escuras das bases ou travessas de coroação recebem os números de 1 a 5, e de 46 a 50.
2.6.2. As cinco casas escuras das tabelas, ou primeira e última colunas, recebem, à esquerda, os números 6, 16, 26, 36 e 46, e à direita, os números 5, 15, 25, 35 e 45.
2.6.3. As casas escuras extremas da grande diagonal denominam-se ângulos do tabuleiro.
2.7. O Jogo de Damas Internacionais joga-se com 20 pedras brancas ou claras, e 20 pedras pretas ou escuras.
2.8. Antes do início da partida as 20 pedras pretas ocupam as casas de 1 a 20 , cabendo às pedras brancas as casas de 31 a 50. As casas de 21 a 30 ficarão livres (Diagrama 2)
3. DO MOVIMENTO DAS PEÇAS
3.1. Peça é a denominação genérica de pedra e de dama.
3.2. Conforme sejam pedra ou dama, as peças movimentam-se e tomam deforma diversa. O deslocamento de uma peça de uma casa para outra denomina-se "lance".
3.3. O primeiro lance é sempre de iniciativa do condutor das brancas. Os jogadores jogam, alternadamente, com as próprias peças, um lance de cada vez.
3.4. A pedra desloca-se obrigatoriamente para a frente, em diagonal, da casa onde permanece para uma casa livre da travessa seguinte.
3.5. A pedra que atingiu a travessa de coroação e ali permaneceu no final do lance, é promovida a dama. Assinala-se a coroação da pedra sobrepondo-se-lhe uma outra pedra da mesma cor.
3.6. É recomendável que o adversário materialize essa coroação.
3.7. A pedra promovida a dama conserva essa qualidade, mas não pode mover-se sem ser coroada.
3.8. A dama recém coroada deve aguardar que o adversário tenha jogado uma vez, antes de entrar em acção.
3.9. A dama pode mover-se para a frente e para trás, da casa onde está colocada para qualquer outra, à escolha, na diagonal que ocupa até onde esta estiver livre.
3.10. Considera-se terminado o movimento da peça quando o jogador a houver largado depois de deslocá-la.
3.11. Se o jogador que tem o lance toca uma das suas peças jogáveis, fica na obrigação de movê-la.
3.12. Se a pedra tocada ou em deslocamento não foi ainda solta é permitido colocá-la noutra casa, se isso for possível.
3.13. O jogador com o lance que desejar dispor corretamente no tabuleiro uma ou mais de suas peças, deve, antes de o fazer, prevenir claramente o adversário com a expresso "AJEITO".
4. DA TOMADA
4.1. A tomada de peças adversárias é obrigatória e tanto se realiza para frente como para trás. Uma tomada completa conta-se como um só lance jogado. É vedado tomar as próprias peças.
4.2. Se uma pedra entra em contato, diagonalmente, com uma peça adversária, após a qual existe uma casa vazia na mesma diagonal, deve obrigatoriamente saltar a peça e ocupar a casa livre; a peça adversária então é retirada do tabuleiro. Esta operação completa, que tanto pode ser feita para frente como para trás, é a tomada executada pela pedra.
4.3. Quando a dama e peça adversária estão na mesma diagonal perto ou distante uma da outra e existe atrás da peça adversária pelo menos uma casa vazia na mesma diagonal, a dama deve obrigatoriamente passar por cima da peça adversária e ocupar qualquer casa livre após a peça, à sua escolha. Tal operação é tomada feita pela a dama.
4.4. Uma tomada deve ser executada claramente e na ordem devida. A falta de indicação clara da tomada equivale a uma incorreção que deve ser retificada a pedido do adversário. A tomada considera-se terminada após a retirada da peça ou peças adversárias.
4.5. Quando uma pedra que capturou se encontra de novo, diagonalmente, em contato com a peça adversária, atrás da qual existe uma casa vazia, ela deve obrigatoriamente saltar essa segunda peça, a seguir uma terceira e assim sucessivamente, ocupando a casa livre após a ultima tomada. As peças adversárias assim capturadas são, após completar o lance, imediatamente retiradas do tabuleiro na ordem ascendente ou descendente da tomada. Esta operação completa é denominada tomada em cadeia executada pela pedra.
4.6. Quando uma dama, ao tomar, depois do primeiro salto, fica na mesma diagonal, perto ou a distância, de outra pedra adversária existindo atrás desta uma ou mais casas vazias, dama deve obrigatoriamente passar por cima desta segunda peça, depois por cima de uma terceira e assim sucessivamente e ocupar uma casa livre, à escolha, após a última peça capturada. As peças adversárias assim capturadas são, após completar o lance, imediatamente retiradas do tabuleiro na ordem ascendente ou descendente da tomada. Esta operação é a tomada em cadeia executada pela dama.
4.7. Numa tomada em cadeia é proibido saltar as próprias peças.
4.8. Numa tomada em cadeia é permitido passar mais de uma vez por uma casa vazia, mas só se pode saltar uma vez a peça adversária.
4.9. Uma tomada em cadeia deve ser claramente executada, peça por peça, salto por salto, até que se alcance a casa final. A falta de indicação clara de uma tomada equivale a uma incorreção que deve ser retificada a pedido do adversário.
4.10. O movimento da peça, durante uma tomada em cadeia, considera-se terminado quando o jogador tiver soltado a peça, seja no final seja no meio do movimento.
4.11. As peças tomadas só podem ser retiradas do tabuleiro depois da execução completa da tomada em cadeia. A retirada das peças capturadas faz-se logo que terminou o lance e na ordem ascendente ou descendente em que foram saltadas, sem interrupção. A retirada desordenada das peças capturadas equivale a uma incorrecção que deve ser retificada a pedido do adversário.
4.12. Considera-se terminada a retirada das peças quando o jogador retirou a ultima das peças tomadas ou quando parou a execução da operação.
4.13. A tomada do maior número de peças na tomada em cadeia é obrigatória. Na aplicação desta regra, a dama não confere nenhuma prioridade e não impõe qualquer obrigação. Na tomada, a dama e a pedra ficam em plano de igualdade.
4.14. Se as peças a tomar, de dois ou vários modos, são em número igual, o jogador tem a liberdade de escolher qualquer dessas possibilidades, seja com pedra seja com dama, numa captura simples ou múltipla.
4.15. Confirmado o artigo 3.5, a pedra que numa tomada em cadeia apenas passe por uma das casas da travessa de coroação adversária, ao terminar a captura continua sendo pedra.
Seguem-se vários exemplos de tomadas


5. DAS IRREGULARIDADES
5.1. Se durante a partida se verificar que o tabuleiro foi colocado erradamente, considerando o artigo 2.4, a partida deve ser anulada e recomeçada.
5.2. As disposições do artigo 2.8 devem ser verificadas antes do início da partida. Toda a anomalia verificada durante a partida resolve-se com o artigo 5.4.
5.3. Toda a peça que esteja numa casa inactiva (clara) é inactiva podendo, eventualmente, ser recolocada em acção de conformidade com o item 5.4.
5.4. Cometida pelo jogador uma das irregularidades seguintes, somente o adversário tem o direito de decidir se a irregularidade deve ser rectificada ou mantida. As irregularidades:
5.4.01. Jogar, na sua vez, dois lances seguidos.
5.4.02. Fazer movimento irregular de pedra ou dama.
5.4.03. Tocar uma das suas próprias peças e jogar outra.
5.4.04. Voltar a trás um lance executado.
5.4.05. Jogar uma peça do adversário.
5.4.06. Jogar uma peça quando é possível capturar.
5.4.07. Retirar do tabuleiro, sem razão de ser, peças do adversário ou próprias.
5.4.08. Tomar número de peças inferior ou superior ao que a regra determina.
5.4.09. Parar antes do término de uma tomada em cadeia ( peça largada ver Artigo 4.10 ).
5.4.10. Retirar do tabuleiro, irregularmente, uma peça antes que termine a tomada.
5.4.11. Retirar, depois da captura, número inferior ao de peças tomadas.
5.4.12. Retirar, depois da captura, peças que não foram tomadas.
5.4.13. Paralisar a retirada das peças em uma tomada em cadeia.
5.4.14. Retirar, depois da captura, uma ou mais das suas próprias peças.
5.5. Se, por uma causa acidental, acontecer a modificação ou eliminação da posição em jogo, este facto, constatado nesse momento, não pode ser considerado uma irregularidade.
5.6. Se um jogador se recusa a submeter-se às regras oficiais do jogo, assiste ao adversário o direito de o fazer cumprir.
5.7. Todo o lance executado pelo adversário de um jogador que tenha cometido uma irregularidade ou que se recuse a submeter-se às regras oficiais do jogo, equivale à aceitação da situação. Termina, desta forma, o direito a uma retificação.
5.8. Uma retificação parcial de uma irregularidade ou de uma transgressão não é permitida.
6. DO EMPATE
6.1. A partida é considerada empatada quando a mesma posição se apresenta pela terceira vez cabendo ao mesmo jogador o lance.
6.2. Verificando-se que durante 25 lances sucessivos foram feitos apenas movimentos de damas, sem tomada ou deslocamento de pedra, a partida é considerada empatada.
6.3. Se não subsistem mais de três damas, duas damas e uma pedra, uma dama e duas pedras contra uma dama, o final será considerado empatado após transcorridos dez lances no máximo.
6.4. O final de duas damas, uma dama e uma pedra ou uma dama contra uma dama, é considerado empatado após executado cinco lances no máximo
7. DO RESULTADO
7.1. O desfecho de uma partida comporta dois resultados:
7.1.1. Vitória para um dos parceiros e, por consequência, derrota para outro.
7.1.2. Empate quando nenhum dos jogadores consegue vencer.
7.2. Ganha o jogador quando o adversário:
7.2.1. Abandona a partida.
7.2.2. Tendo o lance, não lhe é possível jogar.
7.2.3. Já perdeu todas as peças.
7.2.4. Recusa-se a cumprir a regulamentação.
7.3. O empate ocorre quando:
7.3.1. Os parceiros o declaram de comum acordo.
7.3.2. Por aplicação das disposições do artigo 6.
7.3.3. Quando nenhum dos jogadores consegue ganhar.
8. DA ANOTAÇÃO
8.1. Subentendendo-se numeradas as casas de 1 a 50, de acordo com o artigo 2.6, é possível anotar os movimentos das peças, lance por lance, tanto das brancas como das pretas, registrando-se a partida inteira.
8.2. A transcrição do movimento deve ser feita da seguinte forma:
8.2.1. O número de casa de partida da peça seguido do número da casa de chegada da peça.
8.2.2. Esses dois números são seguidos de um hífen (-) para um movimento simples.
8.2.3. No caso de tomada os números serão separados por um (x).
9. DOS SINAIS CONVENCIONAIS
9.1. Para uma clara expressão são utilizados os seguintes sinais convencionais:
9.1.1. Para indicar um movimento: -
9.1.2. Para indicar uma tomada: x
9.1.3. Para classificar um lance bem jogado ou forte: !
9.1.4. Para classificar um lance ótimo ou muito forte: !!
9.1.5. Para classificar um lance fraco ou mau: ?
9.1.6. Para classificar um lance muito fraco ou péssimo: ??
10. DO CONTROLE DO TEMPO
10.1. Pode convencionar-se que numa partida cada jogador se obrigue a fazer determinado número de lances dentro de um limite de tempo.
10.2. Neste caso os jogadores devem:
10.2.1. Usar um relógio especial para competição.
10.2.2. Anotar lance após lance, tanto das brancas como das pretas, o desenrolar completo da partida.
10.3. Pode convencionar-se um limite de tempo para a partida inteira.
10.4. Neste caso é obrigatório o uso de um relógio de competição mas a anotação é dispensada.
10.5. O uso do relógio é regido pelas regras e regulamentos de competição.
REGRAS SIMPLIFICADAS
O jogo de damas é praticado em um tabuleiro de 64 casas, claras e escuras. A grande diagonal (escura), deve ficar sempre à esquerda de cada jogador. O objetivo do jogo é imobilizar ou capturar todas as peças do adversário.
O jogo de damas é praticado entre dois parceiros, com 12 pedras brancas de um lado e com 12 pedras pretas de outro lado.
O lance inicial cabe sempre a quem estiver com as peças brancas. Também joga-se dams em um tabuleiro de 100 casas, com 20 pedras para cada lado - Damas Internacional.
A pedra anda só para frente, uma casa de cada vez. Quando a pedra atinge a oitava linha do tabuleiro ela é promovida à dama.
A dama é uma peça de movimentos mais amplos. Ela anda para frente e para trás, quantas casas quiser. A dama não pode saltar uma peça da mesma cor.
A captura é obrigatória.
Não existe sopro.
Duas ou mais peças juntas, na mesma diagonal, não podem ser capturadas.
Não existe sopro.
Duas ou mais peças juntas, na mesma diagonal, não podem ser capturadas.
A pedra captura a dama e a dama captura a pedra. Pedra e dama têm o mesmo valor para capturarem ou serem capturadas.
A pedra e a dama podem capturar tanto para frente como para trás, uma ou mais peças
Se no mesmo lance se apresentar mais de um modo de capturar, é obrigatório executar o lance que capture o maior número de peças (Lei da Maioria).
A pedra que durante o lance de captura de várias peças, apenas passe por qualquer casa de coroação, sem aí parar, não será promovida dama.
Na execução do lance do lance de captura, é permitido passar mais de uma vez pela mesma casa vazia, não é permitido capturar duas vezes a mesma peça.
Na execução do lance de captura, não é permitido capturar a mesma peça mais de uma vez e as peças capturadas não podem ser retiradas do tabuleiro antes de completar o lance de captura.
referências:
FEDERAÇÃO PERNAMBUCANA DE DAMAS - http://www.fped.com.br















adorei e continua com as publicações
ResponderExcluirfaz uma sobre o xadrez
ResponderExcluireu nao sei jogar dama
ResponderExcluir